Entrevista a Dom Armando – Parte I
Esta é uma sequência de 12 posts, a publicar nas próximas (12) sextas-feiras. Trata-se de uma entrevista a Dom Armando. E já agora, quem é Dom Armando? è o que vos proponho a descobrir nas próximas sextas-feiras… Cada post será a resposta a uma pergunta feita ao nosso génio…
P – Todas as pessoas sofrem as insídias e as tentações diabólicas, acontecendo de uma mesma tentação voltar a se repetir muitas vezes. Podemos dizer que tal tentação torna-se um estado de perseguição do demónio?
R – Devemos distinguir a acção ordinária da acção extraordinária do demónio. A acção ordinária é a de tentar-nos. Por conseguinte, todo o campo das tentações pertence à acção ordinária diabólica à qual todos somos sujeitos e o seremos até a morte. A tal ponto somos sujeitos a essas tentações, que Jesus Cristo, fazendo-se Homem, aceitou ser tentado por Satanás, não apenas nas três tentações do deserto, mas durante toda a sua vida, como também ocorreu com Maria Santíssima. Isto porque a tentação faz parte da condição humana. Esta é a acção ordinária do demónio, como diz o Catecismo , “por ódio a Deus, (o demónio) tenta o homem ao mal”. Ou seja, por ódio a Deus, o demónio gostaria de arrastar-nos todos para o inferno. A acção extraordinária, por sua vez, é uma acção rara. É aquela na qual o demónio causa distúrbios particulares. Portanto, não se trata de simples tentação. Distúrbios particulares que podem chegar à possessão diabólica.
Ou seja, o demónio é como aqueles secadores de cabelo da Worten: Tem dois modos de funcionamento distintos (não confundir estes com os da Radio Popular), que são o modo ordinário e o modo extraordinário.
Vamos agora tentar explicar estes dois modos… Com exemplos.
Por exemplo, se quisermos comer uma fatia de bolo e as nossas dimenções corporais não o permitem de uma forma socialmente aceite, podemos dizer que o diabo é um ordinário (devido à complexa terminologia técnica com que a igreja se rege, pedimos que não confunda ordinário com cab**o ou mesmo filho da prostituta)… O diabo é também um ordinário quando não fazemos aquilo que deviamos quando deviamos, que é precisamente onde eu queria chegar… A sério… A culpa não é minha… A culpa é do demónio, que é um ORDINÁRIO…
Se por outro lado o demónio nos “penetra” e nos faz causar distúrbios devemos dizer que este é extraordinário (que vêm de extra-ordinário).
Há também um outro modo de funcionamento do diabo, que me obriga a compará-lo com as batedeiras da Fnac (embora se continue a parecer com os secadores de cabelo da worten): o modo Turbo… Este está descrito na última frase e refere-se à possessão diabólica. Isto deve ser grave… Tão grave que se trata do tema da próxima pergunta, na próxima sexta-feira…