Pirataria – Case Study – Parte II
Este post é continuação do anterior. Se não conhece ainda, leia aqui.
Como vimos no post anterior, DRM como sistema de protecção anti-pirataria facilmente se pode tornar uma faca de dois legumes. É um excelente método a aplicar no caso de aluguer de conteúdos em formato digital (o tal Video-on-demand), mas pode irritar seriamente aqueles que optam pela forma legal de obter o conteúdo: os Downloads do iTunes Store, ambos vistos no capítulo passado.
Foi proposto no post anterior estudar as implicações da utilização de conteúdos comprados (e não alugados) pelo utilizador: vamos portanto estudar um caso bastante polémico e actual: Ubisoft e o lançamento de 2 novos jogos protegidos por DRM.
Dia 16 foi um dia especial. Foi o lançamento de Assassin’s Creed II, o seguidor de uma brilhante sequela de jogos by Ubisoft. Segundo julgo saber, coincidiu com o dia de lançamento de Silent Hunter 5 (da mesma editora) e ainda com o lançamento da nova tecnologia de protecção por DRM. Um dia que acabou por semear o pânico na comunidade de hackers e mesmo consumidores legais do produto.
Como seria de esperar, uma semana antes já existiam cópias do jogo nos mais curriqueiros sites de torrents. Apenas o jogo, porque o crack ainda não foi desenvolvido (Para piratear um jogo são precisas 2 partes: o jogo em si – o cd com os conteúdos e o crack que permite ultrapassar a verificação de autenticidade do título) quando em circunstâncias normais é suposto haver um crack no dia de lançamento do jogo ou alguns dias depois…
Qual a dificuldade: o sistema DRM, que se tem provado inquebrável, o que nos leva a acreditar que se trata realmente de um avanço justo. Mas vejamos mais de perto como funciona o sistema para mais tarde tirarmos algumas conclusões:
Quando o jogo é iniciado, é estabelecida uma ligação ao “Master Server” (servidor da ubisoft que atesta a validade do título) de forma a verificar se a aplicação é válida. Ao contrário do que seria de esperar, aquando da validação, a ligação não é encerrada. É mantida até a aplicação ser terminada. Durante o jogo são feitas mais validações: quando se guarda o jogo ou quando se entra numa zona nova (o mapa está dividido por zonas).
Consequências mais directas: Quem não tem internet, não joga. Da forma mais fria possível. A Ubisoft tem-se ainda mostrado bastante desinteressada em resolver este problema para que aqueles que não gozem ainda deste privilégio possam jogar os títulos em questão. Mais: Segundo a Ubisoft, é uma tecnologia para ficar, pelo que quem não tem internet terá de se contentar com os títulos anteriores da software house.
Outro ponto de vista: Enquanto o jogo decorre, em certos momentos há validações. Poderíamos “esmiuçar” o custos que isto envolve para o utilizador, mas vamos ver antes outro ponto de vista: O que acontece se a ligação á internet se perder durante o jogo. Num mundo ideal, o jogador não seria incomodado. No mundo em que vivemos, surge um ecrã ao utilizador com 2 opções: Aguardar que a ligação seja retomada, ou terminar o jogo e manter os dados do último save. Além do incómodo que isto tráz, é um sério problema porque haverá certamente fases difíceis, em que se a net falhar, terão de ser repetidas.
O que acontece depois? os Crackers (o pessoal que desenvolve os já falados cracks) fica furioso, os utilizadores ficam furiosos, e todos juntos combinam uma data e hora e atacam o servidor… Simples. Assim, os furiosos atacam o servidor, que obviamente se ressente e impede que as pessoas joguem em condições normais. Isto aconteceu efectivamente, e pelo que pude apurar, continuará a acontecer até haver um vencedor…
Mais consequência interessantes: Steam é o nome da plataforma de gestão de jogos (gere jogos instalados, verifica licenciamentos e permite a compra e download dos mesmos) da Valve, segundo alguns rumores NÃO confirmados, já mostraram o seu descontentamento pela tecnologia incómoda e podem vir a remover os jogos citados da sua loja. A Ubisoft e a Valve já trabalham há algum tempo juntos, e o Steam é uma das formas mais usadas de compra de títulos pela internet. A sua separação não é bom para nenhuma das empresas citadas… Vamos ver o que acontece…
Quem perde portanto com isto? Os “piratas”? Decididamente… Os títulos parecem realmente bons, e falando no Assassin’s Creed 2, era uma dos títulos mais esperados do ano… Os consumidores “legais”? Decididamente… Funcionar funciona, mas funciona algo mal, nem sempre podem gravar ou iniciar o jogo, e a manutenção do servidor é um ponto fulcral: se avaria o servidor, não há jogo para ninguém… Uma série de inconvenientes que podem desmotivar o pagamento de €59.90 por parte dos jogadores… Irão outras software houses seguir o mesmo caminho? Possivelmente, mas duvido. A Ubisoft está sob fogo cerrado. Ninguém quererá tal situação…
E as pessoas que não têm internet em casa… Como será? Não são assim tão poucas…
A minha opinião pessoal: No máximo de 2 semanas será feito um crack, o jogo continuará vulnerável aos piratas, os jogadores que compraram o jogo serão prejudicados e a tecnologia acabará por cair mais tarde ou mais cedo e as pessoas continuarão com algum ódio à Ubisoft… Vamos ver o que acontece…
eu assim como assim de jogos é só mesmo o farmville e claro que está o singstar =D mas essa cena de ou tens net ou não jogas também me incomoda um bocado…. é como os prof's hoje me dia dizerem ou entregas o trabalho passado em computador ou então levas nega… (apesar de haver facilidade em acederes a um pc mesmo dentro da escola não deveria ser coisa obrigatória… )
O DRM (Digital Rights Management), realmente é uma técnologia que vai revulocionar o mundo dos hacks e da jogabilidade.
Ao analizares esta técnologias devia ter tido em atenção alguns snãos da mesma, como sabe o DRM (Digital Rights Management) não é inquebravel e também deixa muito a desejar em testes feitos, nomeadamente em jogos citados ou se tem net pelo menos com 8 Mbps ou então nada feito, o motor de jogo é "muito pesado" ficando o jogo com ping de tal forma grande que dá para ir beber café e voltar e mesmo assim aquilo ainda tá a pensar em não falhar.
O DRM ao gravar os conteudos para a box e não deixar gravar para mais lado nenhum…. tem que se lhe diga mas axo que vai aprofundar o seu estudo,… Não é de todo uma informação inutil como afirma no seu bloge, mas sim informação incompleta……
Num próximo post axo que deve esperimentar em casa de um amigo que tenho o jogo ou que use esta tecnologia, irá verificar que não é magnifaca como a Ubisoft a pinta, aliás em beta test que tive oportunidade de fazer aquilo desculpe a espressão "é uma trampa", mas não me vou alongar ou sou acusado de aliciar á pirataria. Não é o que pretendo, mas defendo a sua opinião de que o preço cobrado pelos jogos actuais da UbiSOft é um exagero uma vez que não se paga para jogar mas sim para uzar net, axo que eles vão lansar um pacote de 120 Mbps fibra pelo preço de 59,90 € com oferta dos Jogos com Steam. isso já são outros assuntos.
Bem e para acabar esta tecnologia vai levar a UbiSoft a um unico caminho a perdição pois muitos dos jogadores não estão para jogar online, mas não é por este factor que vai deixar de vender mas sim pelo simples faacto que ninguém quer um cavalo de troi ups!! não era isto que queria dizer mas sim um upluoad manager ai… escapou!!! também não era isto que queria dizer, mas pronto o quero mesmo salientar é que os jogos são para estar completos no disco da máquina de quem paga para jogar, e não para estão não se sabe bem onde, sempre no perigo de falhar ou de nem sequer existir um servidor daqui a 1 ano para se jogar este é o real problema. só quem não sabe o que fazer ao dinheiro é que vai comprar um queima downloads, que é a realidade desta nova plataforma anti pirataria, porque quem não tiver downloads e uploads ilimitados não vai lá, e tá claro a largura de banda também tem de ser bastante.
Os meus parabéns pelo exemplo que deu, continuação do "inutil blog" como lhe chamou
Concordo plenamente. O requisito oficial é de uma ligação de 1Mbps, mas sabemos como funcionam os "requisitos mínimos"… Apenas uma ressalva: Não estou propriamente contra o preço praticado por eles (no fundo, estou é descontente com todos:) mas pelas claras limitações inerentes à tecnologia usada…
É importante falar no mercado da internet móvel: Incompatível… Muito dificilmente se conseguirá uma experiência de jogo decente recorrendo a uma destas placas… Já quanto ao ser " acusado de aliciar à pirataria"… Este é o puro caso em que simplesmente NÃO me importo. Manifesto-me claramente a favor neste caso específico.
Já agora, poderia explicar a parte do pacote 120Mb com Steam? Agradeço ainda a sua opinião.